Daniel & Lucilene , uma história de amor !
Talvez, essa história não tivesse um final feliz…mas teve. Pedi para Lucilene, que é uma das Mães pela Igualdade , nos relatasse sua história na semana das MÃES. Que sirva de exemplo, de conforto, de lição, de esperança para todos os pais, mães e filhos LGBT ! Que o fundamentalismo pare de levar nossos filhos, de torturar nossos filhos, de agredir nossos filhos ! Essa poderia ser o nosso “Orações para Bobby” (2009), ou Orações para Daniel…mas não foi graças a Deus, Daniel continua entre nós…e FELIZ !
“A maternidade é algo que marcou minha vida. Lembro-me bem de cada detalhe de quando tive meu filho Daniel. Meu marido, Reuber, estava na sala de cirurgia comigo para registrar mais esse momento muito emocionante de nossas vidas. Esperávamos, ansiosos, o nascimento do nosso já tão amado caçulinha. Nosso segundo filho. Amei quando o médico me disse:
– É outro menino, Lucilene! Quer mesmo fazer a laqueadura?
– Com certeza, doutor! Graças a Deus que é outro menino! Mulher sofre demais, respondi ao médico.
O que eu não sabia é que esse meu bebezinho tão inocente e desconhecedor das maldades do mundo viesse a sofrer tão injusto preconceito. Principalmente que viria a ser discriminado, perseguido, julgado e condenado ao inferno pela própria igreja que o acolheu ainda bebê e afirmou ser o meu filhote uma “herança de Deus”.
Fui criada dentro da igreja evangélica. Da mesma forma, meus filhos David e Daniel também tiveram uma educação cristã conservadora. Ambos foram alunos assíduos da escola bíblica dominical. Em minha opinião, na época, não havia melhor herança para eu deixar para meus filhos que os ensinamentos adquiridos na doutrinação da igreja. Bem mais tarde, talvez, tarde demais, atinei para o fato de que a maioria das igrejas cristãs conservadoras não admite a reflexão de certos assuntos a partir do momento que já foi passada à congregação a interpretação que suas lideranças deram sobre tais questões. Desse modo, qualquer voz discordante da visão oficial da igreja é calada.
Com essa intolerância da igreja fundamentalista ela acaba por programar os membros a responderem “é pecado porque está escrito; está escrito porque é pecado”. Assim, meus filhos e eu fomos treinados para sermos repetidores de doutrinas, como diz Rubem Alves (Picanalista, e teólogo) sobre os cristãos que “deixam de serem vozes para serem ecos”.
Centro da homofobia
Mais tarde descobrimos também o quanto o fundamentalismo religioso “cristão” tem sido o centro de reprodução e de perpetuação da homofobia. E o meu lar foi vítima dessa lamentável realidade. Foi em 1998 quando meu amado filho caçula, Daniel, já adolescente, me revelou, profundamente angustiado, que era homossexual, e ainda confessou: – “Mãe, eu vou fazer de tudo para morrer. Eu não quero mais viver!”. Fiquei completamente atordoada! Foi uma noite inesquecível tamanha dor que senti! Eu estava a um passo de perder meu filho querido, ainda tão jovem, para o suicídio! Foi muita dor! Eu também não consegui entender como o meu lar cristão poderia ter gerado um filho homossexual, já que aos olhos de Deus, segundo nos foi passado pela igreja, a homossexualidade seria uma abominação. Abominável?! Meu filho tão admirável?!
Daniel é um ser humano lindo, mas rejeitava a sua sexualidade a ponto de estar decidido a tirar a própria vida! Como Deus poderia mandar meu filho para o inferno!? Ainda que ele vivesse um celibato forçado até o fim dos seus dias, para Deus, segundo aprendi, esse imenso sacrifício não teria valor, já que a tradição cristã nos ensina também que apenas com um olhar podemos pecar, pois o pecado está na intenção do coração. Dessa noite em diante, agora não somente ele, mas nós dois, meu filho Daniel e eu, por causa da falta de informação, do preconceito e obscurantismo religioso não conseguimos ver uma luz no fim do túnel.
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Sofremos muito por anos a fio mergulhados em muitas dúvidas. Meu relacionamento com meus filhos sempre foi de total intimidade, muita cumplicidade, amizade. E não seria de outra forma agora com Daniel. Meu menino tão digno de admiração, capaz, inteligente, cheio de sonhos, estava sofrendo demais! Como não acolhê-lo com todo meu amor, e caminhar de mãos dadas com ele esse caminho incerto, turvo, abarrotado de empecilhos, ansiedade e humilhações? Somente víamos uma estrada apavorante. Com algumas seções com uma psicóloga que eu indiquei, Daniel recebeu estímulo para continuar vivendo. Que alívio, meu Deus! Meu filho não pensava mais em tirar a sua vida! Mas o medo dilacerante do que estaria por vir por ser homoafetivo – a angústia, o receio de ser descoberto como gay, ou rejeitado pela igreja, familiares, principalmente por seu amado pai e irmão – gerou nele um estado de alerta levando Daniel a mergulhar desenfreadamente em pesquisas, antropológica, teológica, cientifica e histórica sobre a sexualidade. Ele estudava compulsivamente.
Junto com meu filho estudei tudo o que estava disponível sobre essa temática. E não foi difícil essa busca por informação porque nessa época Daniel já cursava Ciências Sociais na Universidade Federal Fluminense. Passei a frequentar com ele seminários e conferências. Ouvimos palestras, lemos variados livros abordando a questão da sexualidade. Nesse tempo decidi me aproximar dos homossexuais. Tornei-me amiga intima de muitos deles. Um novo e magnífico universo se abriu diante de nós!
A reação do marido e do filho mais velho
Pela proximidade fomos curados da homofobia e de todo ópio que o evangelicalismo fundamentalista incutiu em nós. Em 2003, por um descuido de Daniel, uma jovem da igreja leu uma mensagem SMS enviado por Daniel ao um jovem que ele começara a namorar, e isso virou notícia e explodiu como uma bomba. Daniel se viu obrigado a contar ao pai e a seu irmão sobre sua identidade sexual em tempo relâmpago.
Foi um momento para meu filho de intensa angustia e de pavor de ser expulso de casa pelo pai e rejeitado pelo irmão. Mas felizmente esses momentos de revelação foram plenos de terna emoção no seio de nossa família. Surpreendentemente a reação de meu marido e meu filho mais velho foi de total aceitação. O amor e a admiração de ambos por Daniel não foi alterado em nada com essa notícia. O nosso coração, meu e de Daniel, ficou em festa! Meu filho não precisava mais viver sua afetividade de forma velada como se fosse um bandido ou um pária na sociedade.
Confira no iGay: Segurando corações de papel, mães e filhos relembram gays mortos no Brasil
Nessa época, estávamos nos desligando da igreja, mas antes que oficializássemos o pedido, o que temíamos aconteceu. A liderança tomou ciência de que Daniel era homossexual e a perseguição a nós se iniciou despudoradamente, e o pior, a igreja planejou expor essa questão publicamente em assembleia. Bati de frente com a liderança da igreja ameaçando processá-la caso ousasse agir dessa forma abusiva e humilhante com meu filho! Depois dessa ameaça, no dia da assembleia o pastor apenas comunicou a congregação o desligamento de Daniel. E ai dele se fosse diferente disso!..rss… Lá em casa estávamos todos prontos para colocar a igreja no seu devido lugar!
Tivemos que enfrentar não só a igreja que congregávamos, mas também minha família correlata que é evangélica. Um tempo de muita mágoa, decepção. Doloroso demais o longo processo de nos impormos como família unida e exigirmos respeito! A descoberta da homossexualidade de Daniel e toda dor pela qual ele passou operou em minha família nuclear uma maravilhosa reparação. Somos a família REPAIR! Libertos e curados, decidimos ajudar outras famílias levando a restauração de laços fraternos abalados pela homofobia. Somos uma família que sofreu com a homofobia. Sofremos com o preconceito e hoje nos tornamos mais fortes.
O começo da luta
Integramos então o movimento LGBT. Participamos de atos contra a homofobia e pela sua criminalização; nos juntamos a um simbólico ato de desagravo às vítimas de homofobia na prefeitura de Niterói por ocasião dos brutais ataques homofóbicos ao jovem Ferruccio, quando também a OAB me convidou à tribuna e pude assim falar da urgente necessidade de buscarmos soluções para as questões da violência homofóbica crescente em nossa cidade. Estivemos presentes com faixas de protesto no manifesto de repúdio em São Gonçalo contra o crime homofóbico que levou a morte o jovem Pedro Ivo. Nesse manifesto tivemos a oportunidade de discursarmos, meu marido e eu, muito emocionados. Afinal, poderia ser o nosso filho no caixão no lugar do menino Pedro Ivo.
No dia 19.06.2005, na emblemática primeira Parada Gay de Niterói, saí na ala de frente com mais duas mães levando a faixa com os dizeres: “Tenho orgulho do meu filho gay!”. Foi uma emoção inexplicável! Em 2007 meu filho Daniel e seu namorado Alexandre decidiram morar juntos, cansados do namoro via ponte-aérea. Daniel em Niterói e Alexandre em Belo Horizonte. Três anos depois, vivendo juntos em Minas Gerais, Portugal legislou a favor do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Daniel – luso-brasileiro assim como eu – entrou imediatamente com o pedido, pois era um sonho de ambos se casarem. Durante meses o Consulado de Portugal em BH recusou-se a realizar o casamento por pura homofobia. Daniel então lutou junto a diversas instituições: com o Ministério da Justiça, com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, Ministério Público, Imprensa etc e voltou ao consulado com um parecer técnico do Instituto dos Registros e Notariado português a seu favor. Mesmo assim o órgão manteve sua proibição.
Mesmo muito nervoso e triste, Daniel, que já esperava encontrar algum preconceito, não cruzou os braços, então conseguiu conversar diretamente com o secretário do Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal. O Ministro, então, enviou uma advertência ao cônsul; ainda assim ele veio com uma falácia de que só poderia casá-los no ano seguinte. A Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais também acompanhou o caso. Daniel e Alexandre foram entrevistados na TV Câmara. A notícia também correu nos jornais mais importantes de Portugal. Enfim, o desbloqueio ocorreu e o cônsul homofóbico foi obrigado a ter de cumprir a lei portuguesa, casando meu filho Daniel e seu companheiro Alexandre aqui no Brasil. E foi muito emocionante quando, depois de tamanha luta que eles travaram, ouvimos o cônsul pronunciar: “Em nome da República portuguesa eu vos declaro unidos pelos laços do casamento”. Foi no dia 29 de novembro de 2010. Um dia histórico! Foi o primeiro casamento civil entre dois homens realizado dentro do Brasil, antes mesmo da liberação do STF que viria somente no ano seguinte. Quanto orgulho senti!!
Oito meses depois Daniel e Alexandre realizam o sonho do casamento religioso e a recepção. Foi uma noite mágica! Fiquei radiante de alegria em ver que meu filho gay, mesmo que a duras penas, conquistou o direito de viver o amor em toda a sua plenitude, tal qual meu outro filho David já o tinha. Como ativistas pela igualdade, Daniel (sociólogo e professor) e meu genrinho Alexandre (jurista e professor) seguem dando palestras, seminários, publicando artigos, dando entrevistas. Ambos foram palestrantes no Senado Federal por ocasião das discussões sobre a criminalização da homofobia. Na campanha que aderimos contra Marcos Feliciano para tirá-lo da CDH, meu filho mais velho, David, postou no Facebook uma foto sua com um cartaz lindo com os dizeres: “Amo e tenho orgulho do meu irmão gay! Íntegro, inteligente, meu grande amigo! Marco Feliciano não me representa!!!”.
Essa postagem, por certo, alcançou muitas famílias em que, lamentavelmente, gays são rejeitados pelos seus próprios irmãos apenas por serem homoafetivos. Muitas dessas famílias nos escreveram pedindo ajuda. Minha nora Fábia, esposa de David, é também uma ferrenha defensora dos direitos humanos dos LGBT .Essa é minha nova família! A família REPAIR que nasceu depois de ser reparada da homofobia! E assim, alcançamos nosso alvo que é levar para as famílias em conflito com a homossexualidade a esperança de dias melhores! A cura da homofobia, pois ela é possível! Hoje minha família é bem mais forte e unida! E livre!!! !Somos pássaros livres das gaiolas criadas pelas religiões. Livres para pensarmos diferentes! Por isso, temos sido taxados de “hereges”. Mas hoje, citando novamente Rubem Alves, posso dizer que se somos hereges, então “o somos graças a Deus”. Porque nossa capacidade de crítica quebrou nossas correntes e nos lançou à liberdade e à felicidade.”
Lucilene Moraes Luz dos Santos

84 Rogério Carvalho dos Santos 09/05/2014 13:27
Tive a imensa honra de conhecer Lucilene Moraes pessoalmente! Que glória!! Que mulher iluminada! Com certeza sou um ser humano melhor, após conhecer vocês! E a luta continua, por um mundo de paz. Um mundo onde todos sejamos merecedores de igual respeito e consideração.
83 Ralf Rickli 09/05/2014 11:51
Muito obrigado a Lucilene, pelo depoimento, e a Majú por publicar!! Nem digo mais nada agora porque está difícil escrever com os olhos mareados de tanta emoção. Creio que em quem é originário de igreja evangélica tradicional esse relato bate mais forte!
82 Ana Maria dos Santos 09/05/2014 11:35
Parabéns, Lucilene, Você manifestou toda a luta que teve para vencer a verdadeira lavagem cerebral que a religiões sem espiritualidade impuseram a muitas famílias e sobre você e meu sobrinho. Uma luta que integrou outros e se fez exemplo. E continua em campo. Temos esperança que as coisas mudarão.
81 Melissa Aguiar 08/05/2014 23:07
Excelente relato, e o que mais me orgulha é ser aluna do professor Daniel e já admirá-lo antes mesmo de conhecer sua história.
80 Juliana Pedrosa 08/05/2014 19:04
Sempre vejo os posts dos professores Daniel e Alexandre, e estou com os olhos marejados tamanha a emoção de ler a narração de uma historia linda e sofrida!
Parabéns a você Lucilene, mãe guerreira!
79 Rafael Moraes 08/05/2014 13:56
Parabéns!!
Linda a história e comprometimento
que vocês familiares tiveram ao seu filho..
É disso que Deus se orgulha
78 Lucilene Moraes 08/05/2014 12:52
Mamãe e bebezinho tão ingênuos das maldades do mundo! Nessa época, ainda jovem, não imaginava a luta q eu teria d enfrentar para que meu bebezinho pudesse desfrutar dos mesmos direitos na sociedade que qualquer outro cidadão já tem. Quando escolhi um nome bíblico para o meu bebezinho, “Daniel”, jamais pensei que o meu Daniel também seria jogado na cova dos leões, como o Daniel da bíblia. Leões do preconceito, do fundamentalismo religioso, são tão, ou mais, selvagens, irracionais, assassinos que os leões que vivem na natureza ou enjaulados. Eu não sabia também que no meu colinho estava um futuro guerreiro! Um Daniel que, hoje, mata um leão por dia pra defender seus direitos humanos! Um herói! Meu herói! Como te amo, filhão! Deus te proteja dos maus e coroe a sua vida de paz e muitas alegrias.
77 Israel J. Silva 08/05/2014 12:02
A minha mãe me dizia: “Filho cuida da sua vida”, aprendi com o passar do tempo o significado desta frase, que devemos cuidar da nossa vida e quando isso acontecer seremos mais felizes. Isso me fez lembrar o trecho dessa musica do Criolo.
A gente vê, a gente ouve, a gente quer
Mas será que a gente sabe como é?
Quem vê de longe pode não gostar
Não entender e até censurar
Quem tá de perto diz que apenas é
Cultura, crença, tradição e fé.
76 Eliane 08/05/2014 10:37
Essa história é comovente, quão admirável é essa mãe que enfrentou tudo para salvar seu filho. Infelizmente se trata de uma exceção à regra, pois muitas famílias ainda morrem em vida, vítimas da sociedade preconceituosa. Precisamos ser salvos da ignorância e do preconceito!
75 André 08/05/2014 10:23
Nossa chorei ao ver esse texto! Na minha casa foi ao contrario por ter nascino em um lar Cristão fui expulso de casa e sofri por muitos anos e até hoje não sou aceito na minha família! Parabens por sua aceitação e pelo seu amor!!1
74 RUDI 08/05/2014 10:06
PARABÉNS PELA SUA FORÇA E PELA LINDA HISTÓRIA VIVIDA. POIS ENFRENTAR FAMÍLIA E IGREJA, NÃO É COISA DE FRACO.
COM TODA CERTEZA, DEUS TODO PODEROSO, TE ILUMINOU NESTA LUTA CONTRA A IGNORÂNCIA E TREVAS.
OBRIGADO POR COMPARTILHAR
73 Paulo 08/05/2014 9:51
Linda historia de amor!!
O amor é um dos maiores sentimentos, e não importa de que maneira amamos, simplesmente amamos!.
72 dinho 08/05/2014 9:46
eu acho que nao e aigreja mas sim administraçao que condena . nem tudo que acontece e a igreja mas sim os administradores , o povo nao pode confundir ..igreja e administraçao . sem escaparia nenhuma igreja para contar historia … na mente do povo ..
71 Jeh 08/05/2014 8:43
Essa história me levou as lagrimas… é muito bonito ver o amor desas mãe pelo seu filho. Não o abandonou, o encorajou a viver. Largou tudo aquilo que ela achava ser verdade por ele.
E de tudo o mais lindo é que toda a família esta unida. Eu acredito que o amor não tem sexo, ele simplesmente acontece.. uma energia que emana.. que une.
Parabéns a essa e outras mães que não rejeitam seus filhos, por serem quem eles são.
70 LAERCIO 08/05/2014 8:27
JESUS VEIO E MORREU PARA AQUELE QUE MAIS PRECISA NÃO IMPORTA QUEM ELE E
SE E GAY OU MACHÃO
BASTA PROCURA-LO
O VENTO VEIO E SOPROU E VEIO A TEMPESTADE TENEBROSA E CRUEL PARA NOS AFASTAR DA
PRESENÇA DE DEUS
NAO IMPORTA O QUE A IGREJA PENSA IMPORTA E QUE DEUS O AMA ACIMA DO PECADO DELE
E ELE TEM DIREITO A SALVAÇÃO BASTA QUERER
ALIAS QUEM NÃO PECA QUEM E PERFEITO DEUS OS QUE DE VOLTA
69 paulo 08/05/2014 8:16
Nossa que história linda…fiquei até emocionado, acho que vou virar gay tb..é isso mesmo não podemos desprezar ninguém por sua opção sexual, muito menos pela sua religião, não podemos criminalizar ninguém por sua opção sexual, muito menos por sua liberdade de expressão,então as coisas estão páreas, parabéns à mãe que tomou as devidas providências deixando de lado a igreja para lutar pela vida do filho, mas tb parabéns por não ter tentado enfiar goela abaixo a obrigação de que a igreja aceitasse dentro de sua sociedade uma situação fática que não condiz com as regras impostas aqueles que a frequentam, é isso ninguém é obrigado a aceitar imposição seja a favor seja contrária..
68 Tania Cunha 08/05/2014 8:14
Linda história. Felicidades para Daniel e Alexandre e para toda a família. Admiro, respeito e aplaudo. O fundamentalismo religioso não está acima de Deus, que acolhe seus filhos, sejam eles verdes, azuis, coloridos ou não.
67 Heloisa 08/05/2014 4:28
O que dizer de uma mulher como essa? Só que ela é maravilhosa, guerreira, forte, amiga, companheira, lúcida, resumindo em 2 só palavras: MÃE AMOR.
orgulho de ser mulher e poder me identificar com você, mesmo não tendo filhos.
Obrigada por você existir.
66 Silvio 08/05/2014 3:01
O que importa é a vida humana, sempre. Essa é uma lei universal imutável até que se chega a razão de tudo.
65 Vera Lima 08/05/2014 0:52
Deus é um espírito infinitamente perfeito . Se é infinitamente perfeito não tem principio nem tem fim , não tem forma não tem cor . Este espírito infinitamente perfeito não poderia fazer distinções, ele quer das pessoas o Amor que emana do coração independente de qualquer escolha . Um Espírito de Luz não está preocupado com a escolha sexual de ninguém, e sim com o Amor, que é a mola mestra da paz .Não podemos olhar Deus como pessoa , porque não é pessoa é uma luz que emana do Universo e cada um de nós recebe a nossa parcela de luz . Cabe a nós , seres humanos, ser receptáculos de Deus através de nossos atos . No momento que fazemos distinções, saímos da proposta de Deus que é amor .Ninguém tem o direito de dar ordens no modo de expressar o nosso amor. É o livre arbítrio, e sem liberdade para ser o que sentimos,somos hipócritas. A minha religião é a minha vida e o meu partido é a liberdade .Amo Deus através dos meus atos e creio que seguir livros sagrados ao pé da letra é abominação. Parabenizo a Família do jovem Daniel (Luciene e Marido) e desejo que o gesto de amor que tiveram seja abençoado pelo Espírito de Luz (Deus) não importa o nome e por certo, servirá de exemplo para os que vivem ainda na ignorância e nas trevas.Todos somos filhos de Deus,independente de raça,credo,cor,opção sexual. DEUS É AMOR.ACREDITEM.
64 jose luiz rodrigues viana 08/05/2014 0:26
O AMOR VENCEU !!SOMENTE O AMOR SERVE E SEVIRA PARA SER O PODADOR DE NOSSAS ARESTAS MORAL.
63 sonia 07/05/2014 23:22
comentei e deletaram meu comentário.
Que sacanagem
Felicidade meninos, Linda familia.
Minha familia também se libertou das amaras religiosas.
Com orgulho digo NÃO SIGO A NENHUMA RELIGIÃO.
Por favor deixe meu comentario para outros lerem
62 sonia 07/05/2014 22:57
Lindo!
Felicidades aos dois. To sem palavras, ,,, felidades do fundo do meu coração
E parabens a essa familia que despertou para a verdade, Deus é bom não é preconceituoso, não é vingativo ele é paz , amor, Parabem as duas familias.
61 Tiago 07/05/2014 22:14
Linda história! Parabéns à família! Quem me dera um dia minha mãe conseguisse quebrar estas malditas correntes da religiosidade, e que meu pai deixasse de fingir que minha homoafetividade não existe.
60 Reuber Celestino dos Santos 07/05/2014 19:48
É sempre muito emocionante relembrar tanta dor que Daniel, meu filhão do peito, viveu por acreditar que estava predestinado ao inferno. Comparo a igreja cristã “conservadora e fundamentalista” ao regime nazista! Ao meu ver, esse termo, “Fundamentalismo religioso” é macio, benevolente demais! São uns hipócritas! Não consigo engolir, admitir que, amigos e parentes “cristãos” que antes admiravam meu filho, o tinham em alto conceito, de um dia pro outro, ao saberem da condição sexual dele passaram a feri-lo e agredi-lo. Quem fere meu filho, também me fere!
Felizmente no meio de tanta decepção encontramos muitos amigos e alguns familiares que mantiveram o mesmo tratamento de antes, repleto de carinho e acolhimento amoroso por meu filho Daniel.
Quanto a mim, a cada dia aumenta o meu orgulho, respeito e admiração por meu filho! Só lamento não ter estado ao lado dele quando ele mais precisou de apoio. Mas entendo bem as razões dele ter ocultado de mim sua condição. Afinal, foi passado pra ele excesso de alimento espiritual deteriorado.
Como não me alegrar em vê-lo hoje curado, feliz, casado. Meu genro Alexandre é mais um filho que ganhei.
Meu anseio é que meu filho (e os demais LGBT) alcance muitas outras vitórias! Que os seus direitos como cidadão sejam plenamente reconhecidos. Isso requer muita batalha ainda. Agora, porém, juntos, de mãos dadas com meu filho, nossa luta continua!
Reuber Celestino dos Santos
59 Felipe 07/05/2014 19:47
Deus queira que o nome desta família esteja escrito no livro da Vida!
58 Sergio Luiz Pereira Rodrigues 07/05/2014 19:45
Parabéns D.Lucilene tenho certeza que Deus lhe deu o caminho correto pois como e biblico nada acontece sem a anuencia de nosso senhor. Pecado seria a REJEIÇAO daquilo que e mais importante na vida de seu filho sua familia se Deus assim permitiu assim sera. Sejam felizes a cada dia com a graça de Deus. Bençaos a todos
57 Edmar Gonçalves de Oliveira 07/05/2014 18:03
Gente, que coisa feia. Uma pessoa ser expulsa de uma igreja por causa de sua preferência sexual. Deviam expulsar Deus por que a todos, negros, brancos, gays, enfim todos os homens, espero que essa intolerância um dia acabe por que as igrejas não estão acima dos direitos humanos.
56 Sandra 07/05/2014 17:32
Parabéns por ser essa mãe maravilhosa e ter essa família linda, se metade do mundo tivesse amor e coragem no coração tudo seria diferente!!!
55 Tania 07/05/2014 17:16
Parabéns a essa mãe guerreira, que lutou contra a igreja e a sociedade e percebeu que a melhor religião é a religião do amor!
54 Ana Cláudia 07/05/2014 16:55
Chorei! Lindo, lindo, lindo!!
53 Omar 07/05/2014 16:43
As pessoas são o que nascem para ser e devem ser respeitadas. Não existe essa de OPÇÃO SEXUAL! Se todas as famílias, principalmente as que tem algum ente gay, lessem este artigo, com certeza as coisas começariam a melhorar.
52 Luciano 07/05/2014 16:31
Olá Lucilene. Li sua história e achei interessante. Como está a situação hoje?
51 Márcio 07/05/2014 16:29
Existe igrejas inclusiva que que pregam o amor de Deus sem preconceitos, uma delas é a http://www.igrejacontemporanea.com.br